sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Fuma lá o cigarro que consomes com os dedos e os dentes e os lábios e a língua e o corpo imenso Bebe lá o resto do vinho que te ensopa o sangue e ignora a existência Cospe lá essa inocência medíocre asquerosa néscia Veste lá o teu corpo de convalescança Pensa lá no sentido erótico das nuvens que passam no céu Fala lá com as palavras que roubas ao naufrágio do tempo Pinta lá a tua loucura na parede e o esperma no tecto Sente lá o carvão do lápis a invejar-te a vida Mata-te também

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